“Relatório está pronto na mesa dos secretários de estado da saúde e do turismo…”​

Victor Leal

presidente da Associação das Termas de Portugal e as comparticipações nos tratamentos termais...

 

VICTOR LEAL

 

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DAS TERMAS DE PORTUGAL E AS COMPARTICIPAÇÕES NOS TRATAMENTOS TERMAIS...

“Se o governo considerar que não há almofada financeira no Orçamento de Estado para este ano, no mínimo, que o diga abertamente. E assuma que o novo regime de comparticipações entrará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2019”​​

Acaba de cumprir os primeiros 100 dias do seu mandato. Qual o balanço desse período, habitualmente marcado pelo ”estado de graça”?

 

Victor Leal: “Não somos uma direção que se propusesse vir revolucionar o estado das termas em Portugal. Já estávamos na anterior direção, como vice-presidente e, como tal, tínhamos uma noção clara do “estado da nação” termal, digamos assim, seja do ponto de vista da Associação, seja do mercado termal em Portugal e das acções urgentes a desenvolver. Aliás algumas delas foram iniciadas já no mandato anterior, especialmente as relacionadas com o poder central. Sobretudo para dinamizar o mercado termal… E acima de tudo, nestes 100 dias, temos feito um forcing enorme para tentar resolver alguns dossiês que continuam por resolver, com destaque especial para o das comparticipações dos tratamentos termais pelo Serviço Nacional de Saúde.

 

 

 

"RELATÓRIO SOBRE COMPARTICIPAÇÕES NAS CURAS TERMAIS ESTÁ NA MESA

DOS SECRETÁRIOS DE ESTADO DA SAÚDE E DO TURISMO."

 

 

O grupo de trabalho constituído para preparar essas comparticipações, ultrapassou os timings, previstos para final de maio, mas, finalmente, neste momento, o relatório está na mesa dos secretários de estado da saúde e do turismo para ser finalizado e apresentado publicamente. O nosso grande esforço, neste momento, é sensibilizar o governo, através das áreas da saúde e do turismo, para a necessidade de fechar este dossiê e colocar cá fora, quanto antes, o trabalho desenvolvido pelo grupo de trabalho”​

 

Então o relatório do grupo de trabalho está pronto?

 

VL: “Sim, o relatório está pronto e só aguarda a revisão final dessas duas secretarias de estado. Foi feito um levantamento exaustivo de toda a situação, dos valores que estavam em causa, dos impactos orçamentais, dos impactos que poderiam induzir nas termas nomeadamente para o aumento da frequência termal. É um trabalho que será apresentado publicamente, muito credível e exaustivo e esperemos que rapidamente seja tomada uma decisão.

 

 

 

"Comparticipação das Curas Termais, por via do Serviço Nacional de Saúde,

é fundamental para alavancar o termalismo em Portugal."

 

 

Se houver possibilidade financeira das comparticipações entrarem em vigor ainda no atual orçamento - já que foi com base nessa premissa que o grupo de trabalho desenvolveu a sua proposta – por forma a que ainda durante o 2º semestre de 2018,  se concretize a reintrodução das comparticipações, tanto melhor. É esse ainda o forcing que estamos a desenvolver, sensibilizando o governo para esse objetivo. Se porventura, o governo considerar que não há almofada financeira no Orçamento de Estado para este ano, no mínimo, que o diga abertamente. E assuma, então, que o novo regime de comparticipações entrará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2019. Não temos qualquer dúvida que a reintrodução das comparticipações dos tratamentos termais, por via do Serviço Nacional de Saúde, é fundamental para alavancar o termalismo em Portugal. Aliás esta mesma ideia já esteve presente nas conclusões do grupo de trabalho que foi dinamizado pela secretária de estado do turismo e que procurou identificar os constrangimentos e as soluções para o termalismo em Portugal e que foi divulgado publicamente em 2017. Mas aí, foram também identificados outros constrangimentos, sobre os quais temos vindo a trabalhar na ATP, nomeadamente, na criação de um plano de comunicação & marketing que reposicione as termas ao nível nacional”.

 

Foi a campanha que a secretária de estado do turismo anunciou nas Termas de S. Pedro do Sul?

 

V.L.: "Exato. E que a ATP tem estado a negociar com o Turismo de Portugal, por forma a que inclua as nossas propostas, da ATP e de todos os players, de modo a que essa campanha vá para o terreno e promova o mercado das termas em Portugal. Estes são dois dossiês que temos trabalhado intensamente com o governo. Os timings não têm sido aqueles que desejávamos. Já estamos em agosto e ainda não foram para o terreno estas campanhas… e a verdade é que se não forem para o terreno no timing certo, não surtem os resultados esperados."

 

As termas estão a reconfigurar o seu produto termal, garantindo a sua credibilidade científica e ajustando-o às exigências do séculio XXI. Mas o governo tem, aqui, um papel insubstituível a desempenhar…

 

 

Victor Leal: “Para inverter a actual situação, todos conhecem o seu trabalho” lembra Victor Leal: ”As termas estão a fazer o seu. Mas é fundamental que o governo resolva a situação das comparticipações do serviço nacional de saúde em relação aos tratamentos termais. Como também tem de haver uma atitude muito mais pró-ativa do ministério da saúde e da direção geral de saúde na sensibilização da classe médica sobre os benefícios da terapêutica termal, levando a que o prescritor acarinhe a terapêutica termal como uma terapêutica alternativa ou complementar a outro tipo de terapêuticas.” E a ATP tem estado a trabalhar nesta via:” Nesse sentido, temos feito chegar ao governo, via secretaria de estado da saúde e direção geral de saúde, a necessidade de ser promovida uma campanha comunicacional  junto do prescritor sobre os benefícios do termalismo em termos terapêuticos.” E Victor Leal conclui: “ Temos a expectativa que se essa campanha for desenvolvida em conjunto com a reintrodução da comparticipação nas Curas Termais, constituirão um decisivo contributo para inverter de uma vez por todas, a tendência de diminuição da frequência termal. “

 

...Governo tem​ de fazer a sua parte."

“Relatório está pronto na mesa dos secretários de estado da saúde e do turismo…”​​

 

Victor Leal tem a pesada responsabilidade de inverter um já longo ciclo de 15 anos de contínua perda de influência das termas em Portugal. Ele é o novo presidente da Associação das Termas de Portugal e os primeiros 100 dias da sua liderança foram marcados pelas exigências do curto prazo – com destaque óbvio para o regresso das comparticipações das Curas Termais pelo SNS – e a definição dos novos caminhos que as termas portuguesas têm de empreender para arrancar, em definitivo, para um novo ciclo de crescimento e afirmação. 

“AS TERMAS ESTÃO A FAZER O SEU TRABALHO... ​

“Relatório está pronto na mesa dos secretários de estado da saúde e do turismo…”​​

 

Victor Leal tem a pesada responsabilidade de inverter um já longo ciclo de 15 anos de contínua perda de influência das termas em Portugal. Ele é o novo presidente da Associação das Termas de Portugal e os primeiros 100 dias da sua liderança foram marcados pelas exigências do curto prazo – com destaque óbvio para o regresso das comparticipações das Curas Termais pelo SNS – e a definição dos novos caminhos que as termas portuguesas têm de empreender para arrancar, em definitivo, para um novo ciclo de crescimento e afirmação. 

“Se o governo considerar que não há almofada financeira no Orçamento de Estado para este ano, no mínimo, que o diga abertamente. E assuma que o novo regime de comparticipações entrará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2019”​

Acaba de cumprir os primeiros 100 dias do seu mandato. Qual o balanço desse período, habitualmente marcado pelo ”estado de graça”?

 

Victor Leal: “Não somos uma direção que se propusesse vir revolucionar o estado das termas em Portugal. Já estávamos na anterior direção, como vice-presidente e, como tal, tínhamos uma noção clara do “estado da nação” termal, digamos assim, seja do ponto de vista da Associação, seja do mercado termal em Portugal e das acções urgentes a desenvolver. Aliás algumas delas foram iniciadas já no mandato anterior, especialmente as relacionadas com o poder central. Sobretudo para dinamizar o mercado termal… E acima de tudo, nestes 100 dias, temos feito um forcing enorme para tentar resolver alguns dossiês que continuam por resolver, com destaque especial para o das comparticipações dos tratamentos termais pelo Serviço Nacional de Saúde.

 

 

 

"RELATÓRIO SOBRE COMPARTICIPAÇÕES NAS CURAS TERMAIS ESTÁ NA MESA

DOS SECRETÁRIOS DE ESTADO DA SAÚDE E DO TURISMO."

 

 

O grupo de trabalho constituído para preparar essas comparticipações, ultrapassou os timings, previstos para final de maio, mas, finalmente, neste momento, o relatório está na mesa dos secretários de estado da saúde e do turismo para ser finalizado e apresentado publicamente. O nosso grande esforço, neste momento, é sensibilizar o governo, através das áreas da saúde e do turismo, para a necessidade de fechar este dossiê e colocar cá fora, quanto antes, o trabalho desenvolvido pelo grupo de trabalho”​

 

Então o relatório do grupo de trabalho está pronto?

 

VL: “Sim, o relatório está pronto e só aguarda a revisão final dessas duas secretarias de estado. Foi feito um levantamento exaustivo de toda a situação, dos valores que estavam em causa, dos impactos orçamentais, dos impactos que poderiam induzir nas termas nomeadamente para o aumento da frequência termal. É um trabalho que será apresentado publicamente, muito credível e exaustivo e esperemos que rapidamente seja tomada uma decisão.

 

 

 

"Comparticipação das Curas Termais, por via do Serviço Nacional de Saúde,

é fundamental para alavancar o termalismo em Portugal."

 

 

Se houver possibilidade financeira das comparticipações entrarem em vigor ainda no atual orçamento - já que foi com base nessa premissa que o grupo de trabalho desenvolveu a sua proposta – por forma a que ainda durante o 2º semestre de 2018,  se concretize a reintrodução das comparticipações, tanto melhor. É esse ainda o forcing que estamos a desenvolver, sensibilizando o governo para esse objetivo. Se porventura, o governo considerar que não há almofada financeira no Orçamento de Estado para este ano, no mínimo, que o diga abertamente. E assuma, então, que o novo regime de comparticipações entrará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2019. Não temos qualquer dúvida que a reintrodução das comparticipações dos tratamentos termais, por via do Serviço Nacional de Saúde, é fundamental para alavancar o termalismo em Portugal. Aliás esta mesma ideia já esteve presente nas conclusões do grupo de trabalho que foi dinamizado pela secretária de estado do turismo e que procurou identificar os constrangimentos e as soluções para o termalismo em Portugal e que foi divulgado publicamente em 2017. Mas aí, foram também identificados outros constrangimentos, sobre os quais temos vindo a trabalhar na ATP, nomeadamente, na criação de um plano de comunicação & marketing que reposicione as termas ao nível nacional”.

 

Foi a campanha que a secretária de estado do turismo anunciou nas Termas de S. Pedro do Sul?

 

V.L.: "Exato. E que a ATP tem estado a negociar com o Turismo de Portugal, por forma a que inclua as nossas propostas, da ATP e de todos os players, de modo a que essa campanha vá para o terreno e promova o mercado das termas em Portugal. Estes são dois dossiês que temos trabalhado intensamente com o governo. Os timings não têm sido aqueles que desejávamos. Já estamos em agosto e ainda não foram para o terreno estas campanhas… e a verdade é que se não forem para o terreno no timing certo, não surtem os resultados esperados."

 

…Governo tem de fazer a sua parte."

“AS TERMAS ESTÃO A FAZER O SEU TRABALHO..

As termas estão a reconfigurar o seu produto termal, garantindo a sua credibilidade científica e ajustando-o às exigências do séculio XXI. Mas o governo tem, aqui, um papel insubstituível a desempenhar…

 

 

Victor Leal: “Para inverter a actual situação, todos conhecem o seu trabalho” lembra Victor Leal: ”As termas estão a fazer o seu. Mas é fundamental que o governo resolva a situação das comparticipações do serviço nacional de saúde em relação aos tratamentos termais. Como também tem de haver uma atitude muito mais pró-ativa do ministério da saúde e da direção geral de saúde na sensibilização da classe médica sobre os benefícios da terapêutica termal, levando a que o prescritor acarinhe a terapêutica termal como uma terapêutica alternativa ou complementar a outro tipo de terapêuticas.” E a ATP tem estado a trabalhar nesta via:” Nesse sentido, temos feito chegar ao governo, via secretaria de estado da saúde e direção geral de saúde, a necessidade de ser promovida uma campanha comunicacional  junto do prescritor sobre os benefícios do termalismo em termos terapêuticos.” E Victor Leal conclui: “ Temos a expectativa que se essa campanha for desenvolvida em conjunto com a reintrodução da comparticipação nas Curas Termais, constituirão um decisivo contributo para inverter de uma vez por todas, a tendência de diminuição da frequência termal. “